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Acre registra menor número de óbitos por síndrome respiratória aguda grave entre idosos desde 2024

O acompanhamento das síndromes respiratórias agudas graves (SRAGs) realizado pela Secretaria de Saúde do Acre (Sesacre) permite observar a circulação dos vírus, analisar a evolução dos casos graves e subsidiar as ações de vigilância e assistência. No balanço de 2026, os indicadores apresentam um cenário mais favorável entre pessoas idosas, com redução de óbitos em relação aos dois anos anteriores e estabilidade dos registros após o período sazonal de maior ocorrência.

Até a semana epidemiológica 42 deste ano, foram registrados 31 óbitos por SRAG entre pessoas com 60 anos ou mais. No mesmo recorte de 2025, foram 56 mortes; em 2024, 119. A comparação com 2024 representa uma redução de aproximadamente 74%. O boletim epidemiológico também aponta que os casos diminuíram a partir da semana 28, em julho, e permaneceram estáveis até a semana 42.

Até a semana epidemiológica 42 de 2026, foram contabilizadas 31 mortes nessa faixa etária; no mesmo período de 2024, o estado registrou 119. Imagem: reprodução Boletim Epidemiológico

Para a coordenadora da Área Técnica de Vigilância da Sesacre, Anub Martins, o monitoramento contínuo é essencial para acompanhar o comportamento das doenças respiratórias e orientar a atuação da rede de saúde. “Ao comparar o mesmo período dos últimos três anos, observamos que 2026 apresenta menor intensidade de casos de SRAG e menos óbitos entre idosos. Ao mesmo tempo, o boletim mostra a circulação de vírus como o sincicial respiratório e o rinovírus. Por isso, é importante analisar os dados de forma contínua e manter a atenção, principalmente em relação aos grupos mais vulneráveis”, explica.

Anub Martins: “É importante analisar os dados de forma contínua e manter a atenção”.  Foto: Ascom/Sesacre

Apesar do cenário favorável, a cobertura da vacina contra a influenza entre pessoas com mais de 60 anos ainda pode melhorar. Conforme dados da Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS) utilizados no boletim, o índice chegou a 32,72% em setembro, o que reforça a importância de ampliar a vacinação dos públicos prioritários.

Renata Quiles é coordenadora do Programa Nacional de Imunizações no Acre. Foto: Luan Martins/Sesacre

“A redução dos óbitos é um dado positivo, mas a prevenção precisa continuar. Orientamos que as pessoas dos grupos prioritários de maior risco procurem uma unidade de saúde e verifiquem se a vacinação está em dia. Também é importante proteger idosos e pessoas vulneráveis, evitando contato próximo quando houver sintomas respiratórios e mantendo os cuidados de higiene”, adverte a coordenadora do Programa Nacional de Imunizações no Acre (PNI/AC), Renata Quiles.

Autor

Paiva Fernando
Editor chefe de vários jornais online O jornalista mais lido na Blasting News Mais de 150 milhões de leitores