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Governo do Acre e Agência da ONU para Refugiados visitam abrigos de migrantes em Assis Brasil e Epitaciolândia e reforçam apoio humanitário

Os abrigos que acolhem migrantes e refugiados nos municípios de Assis Brasil e Epitaciolândia receberam, nesta semana, uma visita realizada pelo governo do Acre, por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos (SEASDH), em parceria com a Agência da ONU para Refugiados (Acnur).

Durante as visita, SEASDH e Acnur promoveram uma roda de conversa com os acolhidos. Foto: Fernando Santtos/SEASDH

A agenda teve como objetivo acompanhar as condições de acolhimento, identificar demandas e fortalecer a assistência humanitária prestada às pessoas em situação de mobilidade humana na região de fronteira.

A visita reforça a cooperação entre o Estado e a Acnur, parceiros na proteção, no acolhimento e na garantia de direitos de migrantes, refugiados e apátridas que chegam ao Acre em busca de segurança e novas oportunidades.

Atualmente, o abrigo de Assis Brasil, município localizado na tríplice fronteira entre Brasil, Peru e Bolívia, acolhe cerca de 50 migrantes e refugiados de diferentes nacionalidades, entre elas venezuelanos, colombianos, peruanos e cubanos. Já a unidade de Epitaciolândia, na fronteira com a Bolívia, atende aproximadamente 35 pessoas.

Ambos os espaços funcionam como ponto de apoio temporário para pessoas que ingressam no Brasil pela fronteira acreana e necessitam de assistência enquanto seguem seu processo de regularização migratória ou deslocamento para outros estados do país.

Durante as visita, SEASDH e Acnur promoveram uma roda de conversa com os acolhidos. O momento permitiu que homens, mulheres e famílias compartilhassem suas experiências, desafios e necessidades, contribuindo para que as instituições possam aprimorar atendimento e proteção.

Fluxo migratório no Acre ocasionou um aumento de demandas por serviços e, assim, crianças, adolescentes e adultos na condição de migrantes e refugiados que  estão nos abrigos em Brasileia e Epitaciolândia foram orientados sobre acesso a serviços de saúde, emissão de documentos, dentre outros serviços. Foto: Fernando Santtos/SEASDH

Segundo a equipe técnica, a escuta qualificada é uma ferramenta para compreender a realidade de quem enfrenta o deslocamento forçado e para garantir que as políticas públicas sejam desenvolvidas de forma mais eficiente e humanizada.

Lucas Guimarães, chefe da Divisão do Migrante, Refugiado e Apátrida da SEASDH, destacou que o trabalho conjunto entre o governo estadual e os organismos internacionais é essencial para assegurar um acolhimento digno às pessoas que chegam ao Acre.

“Juntamos várias entidades para trabalhar em ações mobilizadoras e acolhida, pois esta região é um corredor humanitário”, destacou Lucas Guimarães. Foto: Fernando Santtos/SEASDH

“A parceria com a Acnur fortalece nossa capacidade de resposta diante dos desafios migratórios. Nosso compromisso é garantir que essas pessoas tenham acesso aos seus direitos, recebam atendimento humanizado e encontrem no Acre uma rede de proteção preparada para acolhê-las”, e complementou que, após ouvir as demandas dos dois municípios, será feito os encaminhamentos para os órgãos competentes para regularização de documentos, serviços de saúde e suporte aos que desejam sair do estado. 

A chefe do Acnur no Amazonas, Juliana Serra, acompanhou a missão. “Estamos nessa atividade de monitoramento e reconhecimento no Acre. Dialogamos com as pessoas acolhidas para entendemos seus desafios e ouvir as necessidades da população migrante e refugiada durante esse processo de deslocamento. Também explicamos os direitos que essas pessoas têm no Brasil e oferecemos proteção”, destacou.

Alto Comissariado das Nações Unidas atua na proteção e no atendimento às necessidades dos migrantes e refugiados. Viemos  contribuir para a garantia dos direitos dessas pessoas no Acre ”, afirmou a chefe da Acnur. Foto: Fernando Santtos/SEASDH

 

 

 

 

 

 

A visita faz parte das ações da 7ª Semana Estadual do Migrante, Refugiado e Apátrida, que também marca duas datas de relevância internacional: o Dia Mundial do Refugiado, celebrado em 20 de junho, e o Dia do Imigrante, comemorado em 25 de junho.

Em Epitaciolândia, o procurador-geral do Ministério Público Federal (MPF), Lucas Dias, e a diretora de Direitos Humanos da SEASDH, Joelma Pontes, acompanharam a ação.

Equipes acompanharam as demandas e necessidades da Casa de Passagens Sem Fronteira, em Epitaciolândia.Foto: Fernando Santtos/SEASDH

A fronteira acreana é uma das principais portas de entrada de migrantes no Brasil, especialmente nos municípios de Assis Brasil, Brasileia e Epitaciolândia.

Devido à crise política, cerca de 9 milhões de venezuelanos já deixaram seu país de origem em busca de segurança e melhores condições de vida, fugindo de um colapso econômico, político e institucional. Esta é a maior crise de deslocamento da história da América Latina e um dos maiores êxodos globais da atualidade. Muitos deles tem buscado refúgio no Brasil.

Diante desse cenário, o governo do Acre tem intensificado as ações de monitoramento e articulação institucional com as prefeituras para assegurar uma resposta integrada às demandas migratórias, em alinhamento com os princípios humanitários defendidos pelas Nações Unidas.

 

Autor

Paiva Fernando
Editor chefe de vários jornais online O jornalista mais lido na Blasting News Mais de 150 milhões de leitores