No Acre, onde a mandioca ocupa lugar de destaque na produção agrícola e na alimentação da população, o Dia da Mandioca acende uma alerta e surge como uma oportunidade para reforçar a importância da sanidade vegetal no campo. A cultura, amplamente presente na agricultura familiar, exige cuidados constantes para garantir produtividade, qualidade e sustentabilidade.
Doenças como a vassoura-de-bruxa da mandioca podem comprometer seriamente o desenvolvimento das plantas, reduzindo a produção e causando prejuízos econômicos. Por isso, o governo do Acre, por meio do Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Acre (Idaf), destaca que a prevenção continua sendo a principal aliada do produtor rural. Adotar práticas adequadas de manejo é essencial para manter a cultura protegida.
“O Idaf mantém atividades técnicas em campo, realizando orientações, inspeções e ações de educação sanitária, com o objetivo de fortalecer a produção agrícola e prevenir a ocorrência de problemas fitossanitários. A atuação integrada entre produtores e órgãos de defesa sanitária torna-se fundamental para combater a doença”, explica a coordenadora do Programa de Sanidade das Grandes Culturas do Idaf.
Ao perceber qualquer alteração nas plantas, o produtor deve buscar apoio técnico do Idaf imediatamente, permitindo uma resposta rápida e eficaz para conter possíveis focos de doenças. As plantas de mandioca afetadas pela vassoura-de-bruxa apresentam crescimento anormal de brotos, resultando em ramos enfraquecidos, secos e deformados, que lembram uma vassoura. Outro sintoma característico é a redução do crescimento das plantas que, com a evolução da doença, tornam-se amareladas, murchas e acabam secando, podendo levar à morte a partir da parte superior.
“Investir em prevenção e boas práticas agrícolas é garantir não apenas a produtividade, mas também a segurança alimentar e o desenvolvimento sustentável no campo. Esse trabalho conjunto entre produtores, técnicos e instituições é o que fortalece a mandiocultura e prepara o setor para os desafios futuros”, conclui Ligiane Amorim


