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Iapen e Semulher realizam curso de customização para mulheres em vulnerabilidade

Com o objetivo de promover a capacitação e a dignidade de mulheres em vulnerabilidade, o governo do Acre, por meio do Instituto de Administração Penitenciária (Iapen), em parceria com a Secretaria de Estado da Mulher (Semulher), promoveu um curso de customização de chinelos e tiaras, para mulheres vítimas de violência doméstica e mulheres privadas de liberdade em prisão domiciliar. A atividade, que se encerrou nesta sexta-feira, 20, foi realizada na sede da Divisão de Monitoramento Eletrônico (DME), em Rio Branco, e foi ministrada para dez mulheres, com a duração de cinco dias.

Parceria entre Iapen e Semulher oferece curso para mulheres vítimas de violência doméstica e para mulheres em prisão domiciliar. Foto: Isabelle Nascimento/Iapen

Segundo o diretor de Reintegração Social do Iapen, André Vinicío de Assis, a parceria com a Semulher é importante para garantir o oferecimento de capacitação dentro e fora das unidades prisionais: “Essa é uma forma de o Iapen levar qualificação, para que elas venham a ter seu sustento, seu recurso financeiro, que elas podem fazer nas suas casas”.

Curso de customização de chinelos e tiaras ajuda mulheres em vulnerabilidade a ter renda. Foto: Isabelle Nascimento/Iapen

Uma das participantes, J.D., explica que o que aprendeu com o curso pode ajudar a ter uma renda para sustentar os filhos: “Eu gostei bastante e eu acho que vai ser uma boa renda pra mim, como não posso trabalhar fora”.

A chefe do Departamento de Autonomia Econômica e Política de Cuidados da Semulher, Vanessa Rosella, explica que os cursos promovidos pela pasta têm como foco atingir esse público feminino vulnerabilizado: “A gente busca qualificar essas mulheres, fazer com que elas tenham um trabalho, para que possam ter renda e dignidade. A secretaria desenvolve políticas públicas voltadas para a questão do enfrentamento da violência e também para atender mulheres em situação de vulnerabilidade, por meio da capacitação e da qualificação técnica”.

Professora da capacitação há três anos, Kelly Lima conta que as alunas da turma foram muito dedicadas: “As meninas têm muita vontade de aprender. Elas são inteligentes, querem aprender alguma coisa, e eu tenho certeza que vão levar isso adiante, porque, pra elas, esse curso foi terapêutico”.

 

Autor

Paiva Fernando
Editor chefe de vários jornais online O jornalista mais lido na Blasting News Mais de 150 milhões de leitores