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Produção de 55,6 mil litros em cinco anos consolida autonomia do Acre no fornecimento de nitrogênio líquido

A Usina de Nitrogênio Líquido do Acre, inaugurada em 2021, já realizou mais de 2,2 mil atendimentos entre produtores rurais, técnicos e instituições de pesquisa. Para o estado, a usina que produz esse gás foi um marco na área de pecuária do Acre, avalia a Secretaria Estado de Agricultura (Seagri). O insumo é utilizado principalmente em programas de melhoramento genético animal, voltados à conservação de sêmen e embriões, além de atender pesquisas científicas e iniciativas de melhoramento vegetal.

Usina atende a demanda de todo o estado, avalia Seagri. Foto: cedida

Desde sua inauguração, em 2021, a Usina de Nitrogênio Líquido já distribuiu 55.650,72 litros do produto para produtores rurais e instituições de ensino e pesquisa. A maior parte do volume, 41.634,90 litros, foi destinada ao setor produtivo rural. Entre 2021 e 2025, a unidade contabilizou 2.156 atendimentos e arrecadou R$ 499,6 mil, recursos destinados à manutenção da estrutura e ao fortalecimento de atividades acadêmicas e produtivas vinculadas à Universidade Federal do Acre (Ufac).

O zootecnista e chefe do Departamento de Agronegócio da Seagri, Jalceyr Pessoa, avalia que a implantação da usina garantiu ao Acre autonomia no fornecimento de nitrogênio líquido, reduzindo a dependência de outros estados e ampliando o acesso dos produtores à tecnologia.

“Antes da implantação da usina, o Acre dependia do fornecimento de Rondônia, ficando sujeito tanto à disponibilidade do produto quanto aos preços praticados pelo mercado. Hoje temos uma oferta contínua de nitrogênio líquido e um valor mais acessível para produtores, técnicos e pesquisadores”, destacou.

Foram mais de 2 mil atendimentos em cinco anos. Foto: cedida

Atualmente, o litro do nitrogênio líquido é comercializado por R$ 12, valor inferior aos preços cobrados por fornecedores privados. De acordo com Pessoa, além de beneficiar o setor produtivo, a iniciativa contribui para a pesquisa e o desenvolvimento científico no estado.

Os recursos arrecadados com a comercialização do insumo são administrados pela Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape) e utilizados na manutenção da usina. O excedente é destinado a atividades de ensino, pesquisa e produção da Universidade Federal do Acre (Ufac), especialmente nos cursos de Agronomia e Medicina Veterinária.

Antes da instalação, Acre precisava comprar produto de outros estados. Foto: cedida

A estrutura atende produtores e profissionais de todos os municípios acreanos, seja de forma direta, com a aquisição do produto na unidade, seja de forma indireta, por meio dos serviços de reprodução animal realizados por técnicos que utilizam o nitrogênio líquido para conservação de material genético.

Pessoa destaca ainda que a capacidade atual da usina é suficiente para atender a demanda existente, não havendo necessidade de ampliação da produção neste momento.

“Não temos fila de espera. Conseguimos atender tranquilamente os produtores, profissionais e instituições que necessitam do produto. O funcionamento atual garante uma oferta regular e segura para o estado”, afirmou.

Atualmente, o litro do nitrogênio líquido é comercializado por R$ 12, valor inferior aos preços cobrados por fornecedores privados. Foto: reprodução

O gestor ressalta que a disponibilidade permanente do nitrogênio líquido fortalece a cadeia produtiva da pecuária acreana, especialmente com o crescimento do uso de biotecnologias reprodutivas, como a inseminação artificial em tempo fixo (IATF) e a transferência de embriões.

“A oferta contínua de nitrogênio líquido propicia segurança para que produtores e técnicos possam planejar suas atividades e investir no melhoramento genético dos rebanhos”, explicou.

Para o chefe do Departamento de Agronegócio, a usina integra um conjunto de ações que contribui para o fortalecimento da pecuária e da economia acreana.

“O Acre já possui um rebanho superior a 5,2 milhões de cabeças de bovinos. O avanço das tecnologias reprodutivas, aliado à oferta de nitrogênio líquido, ajuda a aumentar a produtividade, gerar emprego e renda e fortalecer a competitividade do estado no mercado da carne bovina”, concluiu.

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